DJ brasileiro mais ouvido no mundo, Bruno Martini lança nova música

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Após sucesso com Alok em Hear Me Now e Never Let Me Go, Bruno e Zeeba se unem novamente em estúdio para mais um dueto

Martini: sucesso nos principais festivais de música eletrônica
Martini: sucesso nos principais festivais de música eletrônicaDivulgação

No Brasil, Bruno Martini ainda é mais conhecido pelas parcerias que fez com Zeeba e Alok nos hits Hear Me Now e Never Let Me Go. Mas no exterior, o DJ é o músico brasileiro mais ouvido e popular do momento, com presença garantida em festivais como Tomorrowland, na Bélgica, Beyond Wonderland, no México e Finding Festivals, na Noruega.

A ascensão foi muito rápida. Embora tenha um histórico anterior como músico contratado da Disney Califórnia e participado do projeto College 11, produzido pela emissora, foi nos últimos dois anos que ele viu deslanchar sua atuação como DJ e produtor.

Nesse período, Hear Me Now, uma de suas composições, se tornou a música nacional mais ouvida do streaming, com 200 milhões de execuções. Além disso, fez parcerias com ídolos que jamais esperava conhecer, como Timbaland e Afrika Bambaataa.

Em 2018, ele promete trabalhar ao lado de artistas de todos os gêneros e provar que sua fusão de sons orgânicos com música eletrônica ainda pode ser explorada em vários segmentos. Sunnery James & Ryan Marciano (DJs Holandeses), Carta (maior DJ da China), Dennis DJ junto com o Vitin da Banda Onze e Vinte são alguns dos parceiros de Bruno nos próximos lançamentos.

No entanto, a primeira música do ano fica por conta de uma nova parceria com Zeeba. A música With Me é uma celebração à amizade dos dois. Em vídeo exclusivo disponibilizado pela gravadora Universal Music ao R7, os dois explicam a aproximação que vai além dos estúdios e como foi o processo de gravação e composição do novo single (que pode ser assistido abaixo).

Em entrevista, Bruno também conta como se tornou um músico de sucesso internacional e comenta as expectativas para as próximas fases da carreira.

R7 — Com Hear me Now, sua carreira deslanchou em nível mundial. Como isso mudou sua forma de planejar o trabalho desde então?

Bruno Martini — Meu pai sempre trabalhou com música eletrônica e com isso muitos DJs e artistas passaram pelo nosso estúdio. Quando minha parceria com a Disney se encerrou, conheci o Zeeba. Juntos fizemos Hear Me Now. Apresentei o Zeeba ao Alok, finalizamos a música no meu estúdio e lançamos mundialmente. Essa se tornou a música brasileira com mais streams na história, chegando a 200 milhões de execuções. Assim minha carreira como DJ deslanchou de vez. Toquei ano passado nos principais festivais do mundo inteiro.

Capa do novo single de Bruno Martini e Zeeba
Capa do novo single de Bruno Martini e ZeebaDivulgação

R7 — Com um sucesso desse porte, surgem novos convites internacionais e os cachês aumentam. No seu caso, como isso tem acontecido desde o sucesso?

Bruno Martini — O mais importante para mim sempre foi a música e sempre será. O mais engraçado é que lancei uma música chamada Living On The Outside, na qual eu canto e toco todos os instrumentos. Ela foi ouvida pelo Timbaland (produtor de JayZ, Beyoncé, Justin Timberlake, Nelly Furtado, entre outros). Então ele entrou em contato com meu time e começamos a trabalhar juntos. Eu estava fazendo uma tour nos Estados Unidos e Canadá quando nos encontramos em um estúdio em Los Angeles para trabalharmos em algumas músicas. Entrei no estúdio com ele e descobri que estávamos no lugar onde Michael Jackson havia gravado Thriller. Fizemos dez músicas juntos com participações de vários artistas. A maioria ainda está inédita. Fiz música também com Afrika Bambaataa, lenda do hip hop, Sunnery James & Ryan Marciano (DJs Holandeses), Carta (maior DJ da China) e meu grande amigo Dennis DJ junto com o Vitin da Banda Onze e Vinte. Todas essas músicas serão lançadas ainda esse ano.

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R7 — Existem fórmulas de composição para um hit de sucesso?

Bruno Martini — Só acredito em fórmulas na Engenharia. Acabei de me formar em Engenharia Civil . Música é arte, não existe fórmula.

R7 — Você é filho de músico. Crescer com música em casa facilitou seu desenvolvimento profissional?

Bruno Martini — Meu pai é produtor e músico. Com certeza isso me ajudou bastante no começo, quando queria aprender a tocar algum instrumento. Mas ele nunca me deu moleza. Tudo que conquistei foi por mim.

“David Guetta conseguiu levar a música eletrônica em lugares que nunca havia chegado antes”

Bruno Martini

R7 — Você é formado em Eengenharia Civil e diz que o curso, no fundo, tem bastante a ver com o que você faz nos palcos e compondo. Explique essa relação?

Bruno Martini — Toda experiência e todo estudo agrega na sua vida direta ou indiretamente. A faculdade me ajudou a ter um pensamento lógico e rápido e a me organizar em relação a horários no dia-a-dia.

R7 — Você já disse em entrevistas passadas que todo DJ hoje deveria agradecer David Guetta pelo espaço que existe para a música eletrônica. Não seria injusto com nomes que vieram antes?

Bruno Martini — Nunca desmereci ninguém e provavelmente tinha um contexto em volta quando falei isso. O que quis dizer foi que o David Guetta conseguiu levar a música eletrônica em lugares que nunca havia chegado antes. Sou muito amigo de várias gerações de DJs. Eu cresci no meio deles. Respeito muito o Marky, DJ Patife, os DJs que trabalham nas rádios, os DJs residentes e tudo mais. Sem eles, eu não poderia fazer o que faço hoje. Eu sou muito próximo do Afrika Bambaataa e tenho duas músicas junto com o ele. Inclusive acho que a mídia deveria dar mais espaço para essa galera que faz a música eletrônica acontecer.

R7 — Você também já foi um dos ídolos da Disney channel. Ter tido essa experiência prévia de sucesso colaborou para ter mais pé no chão agora?

Bruno Martini — Quando eu tinha 16 anos de idade, fui o primeiro artista brasileiro a assinar um contrato com a Disney Califórnia. A partir daí, comecei um trabalho lá. Fiz músicas que viraram tema de filmes no mundo inteiro, fiz shows em grandes estádios com Selena Gomez e Demi Lovato. Já me apresentei na Argentina, México, Colômbia. Nosso projeto era intitulado como College 11. Gravamos um seriado para a Disney com produção 100% brasileira chamado Que Talento.

fonte:r7
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